O Governo declara ter cumprido satisfatoriamente 80 % dos 158 indicadores avaliados no âmbito do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2026, no balanço referente ao terceiro trimestre. Este resultado representa um desempenho favorável na execução das metas planificadas, mas deixa também em evidência os desafios que persistem na implementação das acções.
Segundo o relatório, o progresso foi mais notável nos setores de infra‑estruturas e educação, onde 92 % dos indicadores foram alcançados. No entanto, a área de saúde e de apoio social registou apenas 65 % de cumprimento, refletindo a necessidade de maior investimento e de uma gestão mais eficiente dos recursos.
O ministro das Finanças, ao apresentar o balanço, destacou que a falta de liquidez pública impede a execução de projetos críticos, sobretudo os relacionados com a modernização das escolas e a ampliação dos serviços de saúde nas zonas rurais. Ele assegurou que o Governo está a trabalhar em soluções para aumentar a receita e reduzir despesas, mas que o contexto económico global continua a ser um fator limitante.
Os analistas económicos apontam que a taxa de crescimento do PIB, que se manteve estável em 2,5 %, não é suficiente para sustentar o nível de investimento necessário para cumprir todas as metas do PESOE. A inflação, que se manteve em 4,3 %, também exerce pressão sobre o orçamento, exigindo ajustes nas prioridades.
Em conclusão, embora o Governo tenha demonstrado um compromisso sólido com o PESOE, a escassez de recursos financeiros continua a ser um obstáculo significativo. A expectativa é de que medidas de austeridade e de aumento de receitas sejam implementadas nos próximos meses para garantir a continuidade dos projetos e o cumprimento das metas de desenvolvimento.