O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu ontem, em Moscovo, o reforço da cooperação internacional no sector do gás natural, considerando que a segurança energética deve assentar em mercados estáveis, fornecedores fiáveis e relações de confiança entre produtores e consumidores.
Durante a 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, Chapo sublinhou que a dependência de fontes de energia externas pode criar vulnerabilidades, especialmente num contexto global em que os preços do gás natural têm sido voláteis. Ele apelou a parceiros internacionais para partilhar tecnologia e melhores práticas, de forma a potenciar a produção local e a eficiência no consumo.
O presidente também destacou a importância de Moçambique integrar-se nas cadeias de abastecimento regionais, nomeadamente com a África do Sul e Angola, para criar um mercado comum de energia. A colaboração com empresas multinacionais, segundo Chapo, pode acelerar a construção de infraestruturas como gasodutos e termelinhas, reduzindo assim a dependência de importações.
Além disso, Chapo enfatizou que a segurança energética não se resume apenas à produção, mas também à gestão de riscos e à resiliência frente a crises climáticas. Ele propôs a criação de um fundo de contingência, financiado por investidores internacionais, para lidar com possíveis interrupções no fornecimento.
Em conclusão, o Presidente reafirmou o compromisso de Moçambique com a estabilidade energética, convidando a comunidade internacional a colaborar num esforço conjunto que beneficie tanto os produtores como os consumidores, assegurando um futuro energético mais seguro e sustentável para o país.