O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) alastrou-se à província do Ubangi do Norte, situada junto à fronteira com a República Centro-Africana, elevando para oito o número de províncias congolesas afetadas pelo vírus. A informação foi avançada por dois responsáveis da saúde à agência Reuters, embora ainda não tenha sido oficialmente anunciada.

Segundo relatos preliminares, os primeiros casos na nova província foram identificados em meados de outubro, quando um trabalhador de saúde apresentou sintomas típicos da doença e foi encaminhado para um centro de referência. A investigação epidemiológica revelou que o paciente tinha estado em contacto com animais silvestres, o que pode ter facilitado a transmissão.

A situação preocupa as autoridades sanitárias, que já mobilizaram recursos para reforçar a vigilância e a resposta de saúde na região. Equipas de profissionais de saúde foram enviadas para a província do Ubangi do Norte, onde estão a realizar testes rápidos e a distribuir materiais de proteção individual.

A RDC tem vindo a enfrentar vários surtos de Ebola nos últimos anos, com a última crise ocorrendo em 2022. A expansão do vírus para a nova província representa um desafio adicional, pois a região é de difícil acesso e possui infraestruturas de saúde limitadas.

Os especialistas alertam que a cooperação internacional será essencial para conter a propagação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já enviou uma equipa de resposta de emergência, enquanto a Agência Africana de Saúde (ASA) está a coordenar esforços com os governos vizinhos.

A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, já manifestou apoio financeiro e técnico para a RDC. No entanto, a eficácia das medidas dependerá da rapidez com que se consiga identificar e isolar novos casos.

Enquanto isso, a população local permanece alerta, e as autoridades estão a promover campanhas de informação sobre os sintomas e a importância da procura de cuidados médicos precoces. A situação continua a evoluir, e os especialistas recomendam que os viajantes evitem a região até que a situação seja estabilizada.