O presidente da República, Daniel Chapo, fez um apelo contundente à comunidade internacional na abertura do Primeiro Congresso Internacional da Ação Humanitária e Cooperação, que teve lugar na cidade da Beira, na província de Sofala. Ele destacou a urgência de cumprir os compromissos financeiros assumidos pelos parceiros internacionais, que são cruciais para a reconstrução das zonas afetadas por calamidades em Moçambique.

Durante o discurso, Chapo sublinhou que a falta de recursos tem atrasado projetos essenciais, como a reconstrução de infraestruturas, a restauração de serviços públicos e o apoio às comunidades locais. Ele apelou a governos, organizações não governamentais e investidores privados a cumprir as promessas de apoio financeiro, alegando que a confiança na capacidade de Moçambique de gerir a crise depende da entrega desses fundos.

O presidente também destacou o papel da cooperação internacional na superação dos desafios pós-desastres. Ele citou exemplos de projetos que já foram iniciados graças a parcerias, mas que agora enfrentam atrasos devido à falta de desembolso. Chapo pediu que os parceiros revejam os prazos de pagamento e garantam a transferência imediata dos recursos, afirmando que a demora só aumenta o sofrimento das populações afetadas.

Além disso, Chapo enfatizou a importância de uma abordagem coordenada entre os diferentes atores internacionais. Ele sugeriu a criação de um mecanismo de monitorização que assegure a transparência e a eficiência na utilização dos fundos, garantindo que cada euro seja destinado às áreas mais críticas. O presidente também convidou os delegados a participarem de sessões de trabalho para definir estratégias concretas de implementação.

Em conclusão, o presidente Daniel Chapo reiterou que Moçambique está pronto para avançar com a reconstrução, mas que depende da entrega dos recursos prometidos. Ele concluiu com um chamado à solidariedade global, afirmando que a recuperação do país é uma responsabilidade coletiva que exige ação imediata e comprometida.