Quase 300 pessoas ficaram feridas no sétimo dia consecutivo de confrontos violentos entre protestantes albaneses e a polícia, segundo relatos de fontes locais e internacionais. A maioria das vítimas, mais de 150, são agentes de segurança que foram atacados por manifestantes que exigem reformas políticas e a renúncia do presidente Edi Rama.
A tensão começou na manhã de ontem, quando milhares de cidadãos se reuniram na Praça Skanderbeg, em Tirana, para protestar contra a corrupção e a suposta manipulação das eleições. Os protestos rapidamente se transformaram em confrontos armados, com o uso de balas de goma, gás lacrimogêneo e, em alguns casos, armas de fogo. A polícia respondeu com força letal, resultando em ferimentos graves e, segundo testemunhas, em mortes.
O governo albanês, por sua vez, afirmou que a ação policial foi necessária para manter a ordem e proteger a infraestrutura crítica do país. No entanto, organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, criticam a resposta excessiva e pedem uma investigação independente sobre os abusos de poder.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação. A União Europeia já enviou uma mensagem de alerta, pedindo que as autoridades albanesas respeitem os direitos humanos e garantam a liberdade de expressão. A situação política do país permanece delicada, com a oposição exigindo reformas profundas e a participação de representantes independentes nas próximas eleições.
Em meio a esse cenário de instabilidade, a economia albanesa sofre impactos significativos. O turismo, que representa uma parte importante da receita do país, tem caído drasticamente, e investidores estrangeiros estão a reconsiderar os seus planos de investimento. A crise política e a violência contínua podem comprometer ainda mais o crescimento econômico e a estabilidade social do país.
