A economia moçambicana pode registrar um crescimento de aproximadamente 21 % a 22 % até 2042, caso avance o projeto de gás natural da ExxonMobil, na Área 4 da Bacia do Rovuma, juntando‑se ao empreendimento da TotalEnergies, na Área 1. A perspectiva foi apresentada pelo presidente da Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique, Florival Mucave, que ressaltou que a exploração do gás natural pode representar uma fonte de receita significativa para o país, além de criar oportunidades de emprego e de desenvolvimento de competências locais.
O projeto da ExxonMobil, que já conta com um acordo de produção com a empresa estatal Moçambican Oil Company (MOC), prevê a extração de gás natural a partir de 2025, com capacidade de produção de 1,2 billion cubic feet por dia. A TotalEnergies, por sua vez, tem planos de desenvolver a Área 1 da Bacia do Rovuma, com foco em projetos de liquefação e exportação de gás natural liquefeito (GNL). Ambos os projetos são considerados estratégicos para a diversificação da matriz energética moçambicana e para a redução da dependência de combustíveis fósseis.
Segundo Mucave, a combinação destes projetos pode gerar um aumento de 5 % no PIB anual, o que, ao longo de duas décadas, se traduziria numa expansão de 21 % a 22 %. Ele também salientou que a infraestrutura necessária, como gasodutos e terminais de liquefação, será construída em parceria com investidores internacionais, o que reduzirá os custos e acelerará a implementação.
Além do impacto económico, os projetos de gás natural têm implicações ambientais e sociais. A empresa ExxonMobil compromete‑se a cumprir rigorosos padrões de segurança e a investir em programas de responsabilidade social corporativa, incluindo a formação de trabalhadores locais e o apoio a projetos de energia renovável. A TotalEnergies, por sua vez, tem um plano de compensação de carbono que visa neutralizar as emissões associadas à produção de GNL.
Apesar das promessas de crescimento, há desafios a superar, como a necessidade de melhorar a infraestrutura de transporte e a gestão de recursos naturais. No entanto, os especialistas afirmam que, com um regime regulatório sólido e a participação de investidores privados, Moçambique pode transformar a Bacia do Rovuma num motor de crescimento económico sustentável.