O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique anunciou hoje, nesta quarta-feira, a aprovação do novo Preço de Referência da Castanha de Caju ao Produtor para a Campanha 2026/2027. O valor, fixado em 48 meticais por quilograma, representa um aumento de três meticais em relação ao valor da campanha anterior, que era de 45 meticais por kg.
A decisão foi tomada durante a primeira sessão do Comité de Amêndoas, que se realizou no Palácio do Governo, em Maputo. O presidente do comité, o ministro da Agricultura, destacou que o aumento reflete o crescimento dos custos de produção, bem como a necessidade de garantir uma remuneração justa aos produtores locais.
Segundo o ministro, a nova política de preços visa incentivar a produção nacional e reduzir a dependência de importações, especialmente de países vizinhos que também produzem castanhas de caju. Ele acrescentou que o governo pretende acompanhar de perto os efeitos do aumento no mercado interno e ajustar as políticas de apoio agrícola conforme necessário.
Os agricultores de castanha de caju, que representam uma parte significativa da economia rural de Moçambique, receberam a notícia com entusiasmo. Muitos já planeiam expandir suas plantações, aproveitando o aumento de preço que, segundo especialistas, pode melhorar a rentabilidade do cultivo.
No entanto, alguns críticos alertam para o risco de aumento de preços ao consumidor final, especialmente em regiões onde a castanha de caju é um alimento básico. O Ministério da Agricultura assegurou que medidas de mitigação serão implementadas para evitar impactos negativos no consumo interno.
Em resumo, o novo preço de referência da castanha de caju reflete uma estratégia do governo para equilibrar os interesses dos produtores e os consumidores, ao mesmo tempo que procura fortalecer a produção agrícola nacional.