Os escritores moçambicanos Sangare Okapi e Eduardo Quive foram anunciados como vencedores da 4.ª edição do Prémio Literário Mia Couto (PLMC), um dos mais prestigiados concursos literários do país. A cerimónia, realizada no Porto da Beira, contou com a presença de autoridades culturais, representantes da Cornelder de Moçambique (CdM) – gestora do Porto – e da Associação Literária Kulemba.
Okapi foi agraciado na categoria de Poesia pelo seu livro “Utse”, uma coletânea que explora as nuances da identidade moçambicana através de metáforas vibrantes e uma linguagem que mistura o tradicional com o contemporâneo. A obra foi elogiada pela crítica por sua capacidade de capturar a essência do cotidiano nas aldeias e nas cidades, ao mesmo tempo que oferece uma reflexão profunda sobre o futuro.
Por outro lado, Eduardo Quive recebeu o prémio na categoria de Narrativa com “Mutiladas”. O romance, que narra a história de uma comunidade que enfrenta desafios sociais e ambientais, foi destacado pela sua narrativa envolvente e pela representação realista dos personagens. Quive conseguiu, com maestria, entrelaçar temas de resistência e esperança, criando um retrato poderoso da realidade moçambicana.
O Prémio Literário Mia Couto, nomeado em homenagem ao renomado escritor moçambicano, tem como objetivo promover a literatura local e incentivar novos talentos. A parceria entre a CdM e a Associação Literária Kulemba reforça o compromisso com o desenvolvimento cultural e a valorização da produção literária do país.
Os vencedores receberam certificados, prémios em dinheiro e a oportunidade de participar em eventos literários internacionais, o que lhes permitirá ampliar a sua visibilidade e contribuir para o intercâmbio cultural entre Moçambique e o resto do mundo.
A cerimónia foi transmitida ao vivo, permitindo que leitores de todo o país acompanhassem o momento de celebração. A expectativa é que os prêmios inspirem outros escritores a continuar a produzir obras de qualidade que reflitam a riqueza cultural moçambicana.
O Prémio Literário Mia Couto continua a ser um marco importante no calendário cultural de Moçambique, reforçando a importância da literatura como veículo de expressão e transformação social.