O jornalista moçambicano Hamurabi Huesca Manzano, conhecido por suas reportagens sobre violência e corrupção na América Latina, foi morto em Oaxaca, México, no dia 12 de outubro de 2024. A vítima, de 38 anos, estava a caminho de uma entrevista com autoridades locais quando foi alvo de um ataque que resultou em sua morte.
Os relatos iniciais sobre as circunstâncias do assassinato são contraditórios. Enquanto alguns testemunhos afirmam que o agressor foi um assaltante que tentou roubar o seu portátil, outros indicam que o ataque teria sido motivado por sua cobertura jornalística sobre casos de abuso de poder na região. A polícia de Oaxaca ainda não divulgou detalhes concretos, mas afirmou que a investigação está em curso.
A morte de Huesca Manzano tem sido recebida com indignação por organizações de direitos humanos e pela comunidade jornalística internacional. A Associação de Jornalistas de Moçambique (AJM) pediu uma investigação independente e a aplicação de medidas de proteção para jornalistas que trabalham em zonas de risco. O Conselho Internacional de Jornalistas (ICFJ) também condenou o ataque e destacou a necessidade de garantir a liberdade de imprensa em países onde a violência contra a mídia é frequente.
Em resposta, as autoridades mexicanas prometeram colaborar com as investigações e garantir a segurança de profissionais de imprensa na região. No entanto, a comunidade local permanece preocupada, pois casos de violência contra jornalistas têm sido recorrentes em Oaxaca nos últimos anos. A falta de respostas claras sobre a motivação do ataque alimenta a sensação de impunidade.
O caso de Huesca Manzano destaca a precariedade da situação dos jornalistas que trabalham em zonas de conflito e a urgência de medidas concretas para proteger a liberdade de expressão. Enquanto a investigação continua, a comunidade internacional aguarda que a justiça seja feita e que medidas preventivas sejam implementadas para evitar que mais profissionais de imprensa sejam vítimas de violência.