A Flock, empresa de tecnologia que oferece serviços de transporte urbano, tem sido alvo de investigação por parte de várias cidades portuguesas. Em 2024, a empresa firmou contratos com mais de duas dezenas de municípios, incluindo Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, que revelam detalhes sobre a sua estrutura de preços e modelo de negócio.

Os contratos analisados mostram que a Flock adota uma abordagem de precificação baseada em subscrição mensal, com um valor fixo por veículo e um custo adicional por quilómetro percorrido. Este modelo permite às cidades preverem os custos de forma mais transparente, mas também impõe um compromisso financeiro que pode ser elevado para pequenos municípios com orçamentos limitados.

Comparando a Flock com concorrentes como a Uber e a Bolt, a empresa destaca-se por oferecer um serviço mais personalizado, com veículos adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida. No entanto, o custo por quilómetro tende a ser superior, o que pode tornar a Flock menos competitiva em termos de preço para o consumidor final.

Além disso, a Flock inclui em seus contratos cláusulas de responsabilidade ambiental, exigindo que os veículos sejam elétricos ou híbridos. Embora esta política seja louvável do ponto de vista sustentável, aumenta o custo inicial de aquisição dos veículos, refletindo-se nos preços finais para os municípios.

Em suma, a Flock apresenta um modelo de negócio que combina inovação tecnológica com compromisso ambiental, mas que pode representar um desafio financeiro para cidades de menor dimensão. Os gestores municipais devem avaliar cuidadosamente os termos dos contratos, ponderando os benefícios de um serviço de transporte mais inclusivo contra o impacto no orçamento local.