O Banco de Moçambique (BMo) tem vindo a enfrentar críticas por práticas de nepotismo que, segundo o ex‑Governador Rogério Zandamela, comprometiam a eficiência e a reputação da instituição.

Em entrevista à Carta de Moçambique, o novo Governador Felisberto Navalha assegurou que a política de combate ao nepotismo será mantida e reforçada. “Não podemos permitir que a familiaridade excessiva na massa laboral continue a ser um obstáculo para o desenvolvimento económico do país”, afirmou.

Navalha destacou que o BMo já implementou medidas de auditoria interna e revisão de processos de recrutamento, com o objetivo de garantir que as vagas sejam preenchidas com base no mérito e na competência. O banco também pretende criar um código de conduta que inclua cláusulas específicas sobre conflitos de interesse.

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para modernizar o sector financeiro moçambicano e alinhar as práticas do BMo com os padrões internacionais de governança corporativa. A transparência e a responsabilidade são pilares que o novo Governador pretende reforçar em todas as áreas da instituição.

O compromisso do BMo com a ética profissional e a meritocracia será monitorado por um comitê de supervisão independente, que avaliará periodicamente os resultados das políticas implementadas. A expectativa é que, com o tempo, a confiança dos investidores e do público em geral em relação ao banco seja restaurada e fortalecida.