O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, afirmou que o Diálogo Nacional Inclusivo representa a principal oportunidade para a refundação do Estado moçambicano e para a resolução dos problemas do país. O dirigente, em Maputo, durante uma sessão de formação de quadros do partido, que durou dois dias, dedicou-se a explicar a importância de envolver todos os setores da sociedade no processo de reconstrução nacional.

Simango argumentou que a participação de todas as vozes, incluindo a da oposição, da sociedade civil e do setor privado, é essencial para criar um consenso sólido que permita a implementação de políticas eficazes e a superação das crises que têm assolado Moçambique nos últimos anos. Ele destacou que o diálogo deve ser conduzido com transparência e responsabilidade, garantindo que as decisões tomadas reflitam as necessidades e aspirações da população.

O presidente do MDM também sublinhou que o Diálogo Nacional Inclusivo não é apenas uma ferramenta política, mas um mecanismo de construção de confiança entre os diferentes grupos sociais. Ele citou exemplos de outras nações que conseguiram avançar em processos de reconciliação e desenvolvimento através de fóruns de debate aberto e inclusivo.

Além disso, Simango apontou que a refundação do Estado requer reformas estruturais em áreas como a administração pública, a justiça e a educação. Ele propôs a criação de comissões independentes para avaliar e recomendar mudanças nas leis e regulamentos que atualmente limitam o crescimento económico e a participação cidadã.

Em conclusão, o presidente do MDM concluiu que o sucesso do Diálogo Nacional Inclusivo dependerá da vontade coletiva de todos os moçambicanos de trabalhar juntos para um futuro mais justo e próspero. Ele convidou os líderes de todos os setores a se juntarem a este esforço, reforçando a mensagem de que a unidade nacional é a chave para superar os desafios que enfrentam.