Kylian Mbappé, estrela do futebol francês, viu as suas campanhas com marcas chinesas serem canceladas num instante, depois de um comentário que muitos consideraram desrespeitoso. O jogador, que já tinha sido alvo de controvérsias, disse que o meme mais engraçado sobre ele era aquele em que se coloca a sua face num "ditador chinês".

A frase, dita numa entrevista à BBC Business, provocou indignação imediata nas redes sociais chinesas e em toda a comunidade internacional. A China, onde o futebol tem um papel de grande importância cultural e onde a imagem de figuras históricas como Mao Zedong ainda é protegida, viu a declaração como uma afronta.

Em resposta, várias marcas que tinham contratado Mbappé para campanhas publicitárias decidiram suspender a sua participação. Entre elas estão empresas de moda, eletrónica e automóveis, que temem que a associação com o jogador possa afetar a sua imagem e, por conseguinte, as vendas. A decisão foi tomada em poucos dias, demonstrando a rapidez com que as empresas podem reagir a crises de imagem.

O boicote não se limitou apenas às marcas. Consumidores chineses começaram a protestar nas plataformas de e‑commerce, exigindo que os produtos associados a Mbappé fossem retirados das prateleiras virtuais. A pressão social levou a uma onda de campanhas de sensibilização, com a maioria dos usuários a defender a necessidade de respeito pelos símbolos nacionais.

Para Mbappé, a situação representa um momento de reflexão. Embora o jogador seja amplamente reconhecido pela sua habilidade e talento, a controvérsia destaca a importância de compreender as sensibilidades culturais em mercados globais. O caso serve como alerta para atletas e celebridades que, ao interagir com audiências internacionais, devem ter cuidado com as suas palavras e ações.

A controvérsia também levanta questões sobre a liberdade de expressão e a censura nas redes sociais chinesas. Enquanto alguns defendem que a reação foi exagerada, outros argumentam que a proteção de símbolos históricos é essencial para manter a coesão social. Independentemente da posição, o episódio sublinha a complexidade de gerir uma carreira internacional num mundo cada vez mais interconectado.

Em última análise, a retirada de Mbappé das campanhas chinesas demonstra que a reputação de um atleta pode ser tão frágil quanto a sua performance em campo. O jogador agora enfrenta o desafio de reconstruir a sua imagem, enquanto as marcas chinesas continuam a avaliar os riscos associados a futuras parcerias com figuras públicas.