Zimbabwe recua quatro posições, situando‑se no 14.º lugar num ranking que avalia os direitos digitais e a inclusão em 29 países africanos. O relatório Londa 2025, considerado o mais abrangente da região, destaca desafios e avanços em cada zona continental.

O ranking, publicado pela AllAfrica, baseia‑se numa análise detalhada de indicadores que medem o acesso à internet, a proteção de dados pessoais, a liberdade de expressão online e a inclusão digital de grupos vulneráveis. Zimbabwe, que anteriormente ocupava o 10.º lugar, agora encontra‑se a 14.º posição, refletindo uma série de obstáculos que têm afetado a sua capacidade de avançar num cenário digital em rápida evolução.

Entre os fatores que contribuíram para a queda, destaca‑se a crescente restrição de acesso a plataformas de redes sociais e a imposição de bloqueios a sites críticos. Além disso, a infraestrutura de telecomunicações continua a ser insuficiente em muitas áreas rurais, limitando a conectividade e a inclusão digital de comunidades que já enfrentam desafios socioeconómicos significativos.

Apesar das dificuldades, o relatório também reconhece progressos notáveis em setores como a educação digital e a regulação de dados. Zimbabwe tem implementado iniciativas para melhorar a alfabetização digital entre os jovens e para reforçar a legislação de proteção de dados, alinhando‑se, assim, com padrões internacionais. No entanto, a eficácia dessas políticas ainda está em fase de implementação e requer monitorização contínua.

O relatório Londa 2025 serve como um chamado à ação para os governos africanos, sublinhando a necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão digital, garantam a liberdade de expressão online e protejam os direitos dos cidadãos no ambiente digital. Para Zimbabwe, a tarefa é dupla: superar as barreiras de acesso e consolidar as reformas já iniciadas, de modo a recuperar posições no ranking e, mais importante, a garantir que o desenvolvimento digital beneficie toda a população.