Na cidade de Xai-Xai, governantes e políticos reafirmaram, esta manhã, a necessidade de aprofundar o diálogo e de afastar a discórdia, a vários níveis, para consolidar a paz e acelerar o progresso do país rumo à independência económica e ao desenvolvimento nacional. A posição foi defendida durante as celebrações dos 34 anos do Acordo Geral de Paz, um marco histórico que continua a orientar a vida pública moçambicana e a servir de referência para a construção de uma sociedade mais coesa, estável e próspera. Os intervenantes recordaram que a paz não é um estado permanente, mas um processo que exige vigilância, responsabilidade e a capacidade de resolver conflitos através do entendimento.
Os participantes sublinharam que a paz não se limita à ausência de conflito, mas exige um compromisso contínuo com a reconciliação, a justiça, a transparência e o respeito pela legalidade. Defenderam que as instituições devem ser fortalecidas, que a governação deve ser mais próxima dos cidadãos e que os partidos políticos devem assumir um papel responsável na promoção do entendimento, na prevenção de tensões e na defesa do interesse colectivo, acima de disputas partidárias ou regionais. A mensagem foi clara: o diálogo deve ser a ferramenta principal para lidar com as divergências e para garantir que as diferenças não se transformem em ameaças à estabilidade.
No contexto económico, os governantes e políticos insistiram na necessidade de criar condições para o crescimento sustentável, a geração de emprego e a redução da pobreza. A independência económica foi apresentada como um objectivo estratégico, que passa pela diversificação da produção, pela valorização dos recursos nacionais, pela melhoria do ambiente de negócios e pela atracção de investimentos responsáveis. O desenvolvimento nacional, acrescentaram, depende também de políticas sociais eficazes, de uma educação de qualidade, de uma saúde acessível e de infraestruturas modernas que liguem as comunidades e potenciem a produtividade.
A celebração dos 34 anos do Acordo Geral de Paz foi vista como uma oportunidade para renovar compromissos e para avaliar os avanços alcançados. Os intervenantes reconhecem que, apesar dos progressos, persistem desafios estruturais, como a desigualdade, a vulnerabilidade social e a necessidade de uma justiça mais célere e credível. Por isso, apelaram a uma mobilização ampla, que envolva o Governo, a sociedade civil, os parceiros internacionais e os cidadãos, para transformar a paz em desenvolvimento concreto e para garantir que os benefícios do progresso cheguem a todas as regiões do país.
Em conclusão, a mensagem deixada em Xai-Xai reforça a ideia de que a paz e o desenvolvimento são indissociáveis. O diálogo, a unidade e a responsabilidade foram apontados como caminhos para consolidar a estabilidade e para acelerar o progresso de Moçambique. A expectativa é que as palavras se traduzam em actos, que as instituições cumpram o seu papel e que a sociedade mantenha viva a cultura da reconciliação, para que o país continue a avançar rumo a um futuro mais justo, próspero e independente.