O presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou em entrevista que a paz em Moçambique não pode ser mantida apenas com acordos de cessar-fogo, mas requer um diálogo contínuo e profundo entre todas as partes interessadas. Ele argumentou que a unidade nacional é essencial para superar as divisões que surgiram durante o conflito e que a solidariedade entre os cidadãos fortalece a resiliência do Estado.
Chapo também destacou a importância de responder aos novos desafios de segurança, incluindo a ameaça de grupos armados que ainda circulam em algumas regiões. Para além disso, ele enfatizou a necessidade de promover o desenvolvimento económico, afirmando que a estabilidade só será duradoura se for acompanhada por oportunidades de emprego e crescimento sustentável.
Um dos pontos centrais da sua mensagem foi a independência económica. O presidente considerou que, para que Moçambique alcance a verdadeira paz, é fundamental que o país reduza a sua dependência de recursos externos e desenvolva setores internos como agricultura, indústria e tecnologia. Ele citou exemplos de projetos de infraestrutura que já estão em curso e que visam criar empregos locais.
No que diz respeito à implementação prática, Chapo propôs a criação de um conselho nacional de desenvolvimento, composto por representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil. Este conselho teria a missão de monitorizar o progresso dos projetos de independência económica e garantir que os recursos sejam distribuídos de forma equitativa.
Para concluir, o presidente pediu ao povo moçambicano que mantenha a esperança e a paciência, lembrando que a paz é um processo contínuo. Ele convidou todos os setores da sociedade a participarem ativamente na construção de um futuro mais seguro e próspero, reforçando que a unidade e o diálogo são as chaves para alcançar a independência económica e, por conseguinte, a paz duradoura.
O presidente Daniel Chapo conclui que a nova etapa da paz em Moçambique será marcada por um compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, onde a independência económica não seja apenas um objetivo, mas uma realidade concreta que beneficie a todos os moçambicanos.