Yvette Cooper, secretária de saúde do Reino Unido, anunciou nesta terça‑feira que o fim do cuidado de corredores em hospitais para crianças será uma das suas principais prioridades. O “cuidado de corredores” refere‑se a situações em que crianças são encaminhadas para áreas de espera ou corredores de hospitais, em vez de receberem atendimento imediato em unidades de cuidados de urgência. Cooper afirmou que a prática é inaceitável e que a sua equipa vai trabalhar para garantir que todas as crianças tenham acesso a cuidados adequados e seguros.

A medida faz parte de um plano mais amplo que inclui um investimento de £140 milhões no sistema de cuidados urgentes da Inglaterra. O objetivo é reforçar a capacidade de atendimento, reduzir tempos de espera e melhorar a qualidade do serviço, especialmente durante a temporada de inverno, quando a procura por cuidados de saúde costuma aumentar. Cooper destacou que o investimento será direcionado para a contratação de mais profissionais, a modernização de equipamentos e a expansão de serviços de telemedicina.

O cuidado de corredores tem sido alvo de críticas por anos, com relatos de crianças a serem colocadas em áreas de espera perigosas e desconfortáveis. A secretária de saúde enfatizou que a segurança dos pacientes deve ser a prioridade máxima e que o sistema de saúde deve ser capaz de responder rapidamente a emergências pediátricas. Ela também anunciou a criação de um comitê de revisão para avaliar as práticas atuais e propor melhorias.

Além disso, Cooper anunciou que o governo irá lançar uma campanha de sensibilização para informar os pais e cuidadores sobre os direitos das crianças no sistema de saúde. A campanha incluirá materiais educativos, workshops e um portal online onde os utilizadores podem acompanhar o progresso das suas solicitações de atendimento.

O anúncio foi recebido com apoio de várias organizações de saúde e grupos de apoio a crianças. A Associação Nacional de Crianças e Famílias (NACF) elogiou a iniciativa e pediu que o governo mantenha o compromisso de garantir que nenhuma criança seja deixada para trás. Cooper concluiu que o investimento e as reformas propostas são passos cruciais para garantir que o sistema de saúde do Reino Unido seja mais justo, eficiente e centrado no paciente.