Um ex‑funcionário da OpenAI, a empresa de inteligência artificial sediada em San Francisco, foi acusado de ter plantado um dispositivo de espionagem em um escritório de tecnologia em São Francisco. O processo, que foi apresentado ao tribunal em Londres, revela que o indivíduo teria recebido apoio logístico e financeiro do governo saudita, de acordo com documentos apresentados pela acusação.

Segundo o tribunal, o dispositivo, que era capaz de capturar dados sensíveis, foi instalado em um local estratégico dentro do escritório. A acusação afirma que o ex‑funcionário, que trabalhou na OpenAI durante três anos, utilizou seu conhecimento técnico para criar um mecanismo de coleta de dados que permanecia oculto durante semanas. O apoio saudita teria incluído o fornecimento de equipamentos de comunicação e a cobertura de despesas de viagem.

O governo saudita, por sua vez, não respondeu imediatamente às solicitações da BBC para comentar a situação. No entanto, especialistas em segurança cibernética apontam que a relação entre o indivíduo e o Estado saudita pode indicar uma tentativa de espionagem corporativa em larga escala. A acusação destaca que o dispositivo foi projetado para enviar informações para um servidor localizado fora dos Estados Unidos, o que levanta questões sobre a jurisdição e a aplicação da lei.

A OpenAI, que tem sido alvo de várias controvérsias sobre privacidade e segurança, afirmou que está cooperando com as autoridades. A empresa declarou que não tinha conhecimento das atividades do ex‑funcionário e que está a revisar os seus protocolos de segurança interna. A acusação, por outro lado, pede que o tribunal imponha sanções severas, incluindo a possibilidade de prisão e multas significativas.

Este caso coloca em evidência a crescente preocupação global sobre a segurança cibernética e a influência de governos estrangeiros em empresas de tecnologia. Especialistas alertam que a colaboração entre indivíduos e estados pode criar brechas significativas na proteção de dados sensíveis. A investigação continua, e o tribunal está a analisar as evidências apresentadas, enquanto a comunidade internacional observa de perto os desdobramentos deste caso que pode ter repercussões em todo o mundo.