O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira que mais de 100.000 migrantes ucranianos e 1.800 sudaneses poderão permanecer no país sem risco imediato de deportação, apesar da expiração do status de proteção temporária (TPS) que estava programada para terminar na segunda-feira. A decisão, que ainda não foi detalhada em termos de duração ou condições, garante que os beneficiários mantenham as proteções concedidas até que seja feita uma nova declaração oficial.
O TPS, criado em 2001, permite que cidadãos de países afetados por conflitos, desastres naturais ou outras circunstâncias extraordinárias permaneçam nos EUA e trabalhem legalmente por um período determinado. Em 2023, o governo dos EUA anunciou que o TPS para ucranianos e sudaneses terminaria em 31 de março, mas a decisão de conceder uma pausa foi tomada em resposta a pressões de organizações de direitos humanos e de políticos que argumentam que a situação nos dois países permanece instável.
Embora o DHS tenha afirmado que “os migrantes ucranianos e sudaneses mantêm proteção”, não foi especificado por quanto tempo essa proteção continuará. A falta de clareza tem gerado incerteza entre os beneficiários, que dependem de documentos de trabalho e de residência para sustentar suas famílias. Muitos deles já se estabeleceram em comunidades locais, contribuindo para a economia e para a diversidade cultural do país.
Especialistas em imigração apontam que a medida pode ser vista como um gesto diplomático, mas também como uma forma de evitar a crise humanitária que poderia surgir se os migrantes fossem deportados de forma abrupta. A situação no Sudão permanece tensa, com conflitos contínuos no norte e no sul do país, enquanto a Ucrânia continua a enfrentar a guerra em curso.
O próximo passo será a publicação de uma declaração oficial que esclareça os detalhes da extensão do TPS e as condições para os migrantes. Até lá, o DHS continua a monitorizar a situação e a garantir que os beneficiários não sejam alvo de ações de deportação. A comunidade internacional observa atentamente, pois a decisão pode influenciar políticas de imigração em outros países que enfrentam crises semelhantes.
