A investigação da BBC revelou que documentos retroativos foram usados para ocultar a riqueza de Roman Abramovich, fazendo com que iates e mansões desaparecessem das contas oficiais. A fraude fiscal envolveu a falsificação de papéis que alteravam a data de aquisição e a propriedade, permitindo que o oligarca evite a tributação em vários países.
Segundo a reportagem, os documentos falsificados foram criados por uma equipa de advogados e contadores que trabalhavam para a empresa de gestão de ativos de Abramovich. A equipa alterou a data de compra de vários bens, de modo a fazê‑los parecerem adquiridos antes da imposição de novas regras fiscais. A fraude também incluiu a criação de empresas fictícias que detinham os bens, de forma a dificultar a rastreabilidade.
O caso tem implicações significativas para a política fiscal europeia. Se os documentos forem aceites como válidos, o oligarca pode evitar o pagamento de impostos que, de outra forma, seriam devidos em vários países, incluindo Portugal, Espanha e Reino Unido. A investigação destaca a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo e auditoria para impedir que indivíduos de alta renda evitem a tributação.
A BBC também apontou que a fraude não se limitou apenas a bens de luxo. Há indícios de que a falsificação de documentos pode ter sido usada para ocultar transferências de dinheiro em montantes significativos, o que poderia ter implicações para a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilegais. A investigação continua, e as autoridades estão a analisar os documentos para determinar a extensão da fraude.
Em resposta à investigação, a família de Abramovich afirmou que os documentos são legítimos e que não houve intenção de evadir impostos. No entanto, as autoridades fiscais europeias estão a considerar medidas legais para garantir que a tributação seja aplicada de forma justa. A situação destaca a complexidade de fiscalizar a riqueza de oligárquicos e a necessidade de cooperação internacional para combater a evasão fiscal.
