O Instituto Industrial e Comercial 1.º de Maio de Quelimane, uma das mais antigas instituições de ensino secundário da província de Sofala, tem vindo a sofrer um grave declínio na sua infraestrutura, o que tem impedido a abertura de novas vagas para estudantes em 2026. A escola, que já formou milhares de profissionais nas áreas de comércio e indústria, encontra-se hoje com edifícios em estado de ruína, sistemas elétricos obsoletos e falta de equipamentos básicos para a aprendizagem.
Segundo relatos de ex-alunos e professores, as salas de aula estão frequentemente sem ar condicionado, com paredes que desabam e janelas que não vedam, o que cria um ambiente pouco propício ao estudo. A falta de manutenção adequada tem levado a frequentes interrupções nas aulas, com professores a ter de improvisar com materiais improvisados e a recorrer a espaços externos para a realização de atividades práticas.
Em 2024 e 2025, a instituição conseguiu manter a matrícula de alunos, mas apenas com o número mínimo de vagas disponíveis. Em 2026, a diretoria decidiu não abrir novas vagas, alegando que a situação das infraestruturas não permitia garantir um ambiente seguro e adequado para a aprendizagem. Esta decisão tem sido alvo de críticas por parte de pais, estudantes e organizações da sociedade civil, que argumentam que a educação deve ser prioridade e que a falta de investimento no sector educativo pode agravar ainda mais as desigualdades sociais.
O governo local e o Ministério da Educação têm sido pressionados a intervir, mas até agora não foram tomadas medidas concretas para a renovação ou reconstrução das instalações. Enquanto isso, os estudantes que já estão matriculados enfrentam desafios diários, como a falta de laboratórios adequados para as aulas de ciências e tecnologia, o que pode comprometer a qualidade da formação que recebem.
A situação do Instituto Industrial e Comercial 1.º de Maio de Quelimane reflete um problema mais amplo no sistema educativo moçambicano, onde muitas escolas enfrentam condições semelhantes devido à falta de financiamento e à deterioração das infraestruturas. A comunidade internacional, incluindo organizações não governamentais e agências de ajuda, tem chamado a atenção para a necessidade de investimentos urgentes em educação, para garantir que os jovens de Quelimane e de outras regiões tenham acesso a uma formação de qualidade e a oportunidades de futuro.