Moçambique defendeu hoje, na Etiópia, durante o 12.º Fórum de Alto Nível de Tana sobre Segurança em África, o reforço da união entre os países africanos e da cooperação internacional no combate ao terrorismo, considerando que a segurança é uma condição indispensável para o desenvolvimento. O Presidente da República, Daniel Chapo, chamou a atenção para a necessidade de uma abordagem coordenada e integrada que envolva não só os governos, mas também as comunidades locais, as forças de segurança e os organismos internacionais.

No seu discurso, Chapo enfatizou que o terrorismo não respeita fronteiras e que, portanto, a resposta deve ser igualmente transfronteiriça. Ele citou exemplos de operações conjuntas bem-sucedidas em outras regiões da África, como a colaboração entre a África do Sul e a Namíbia contra grupos armados na fronteira do Cabo. O presidente argumentou que a partilha de inteligência, recursos e formação é essencial para neutralizar ameaças antes que se tornem crises.

Além disso, o líder moçambicano apelou à comunidade internacional para aumentar o apoio financeiro e técnico a programas de prevenção ao extremismo. Ele destacou que o investimento em educação, infra‑estruturas e oportunidades de emprego pode reduzir a vulnerabilidade das populações à radicalização. Chapo também pediu que as Nações Unidas e a União Africana intensifiquem os esforços de monitorização e resposta rápida a incidentes terroristas.

O discurso de Chapo foi recebido com entusiasmo por delegados de vários países africanos, que reconheceram a importância de uma estratégia unificada. A delegação de Angola, por exemplo, manifestou apoio à proposta de criar um centro regional de inteligência, enquanto a delegação de Cabo Verde sugeriu a implementação de programas de capacitação para agentes de segurança. A reunião concluiu com a assinatura de um memorando de entendimento que compromete os países participantes a fortalecer a cooperação em matéria de segurança.

Em síntese, a posição de Moçambique no fórum reforça a visão de que a paz e a estabilidade no continente africano dependem de uma resposta conjunta e coordenada ao terrorismo. O país continua a desempenhar um papel ativo na promoção de iniciativas que visam criar um ambiente seguro e propício ao desenvolvimento sustentável em toda a região.