Joshua Wong, figura emblemática do movimento pró‑democracia de Hong Kong, recebeu uma nova condenação de 10 anos de prisão nesta quinta-feira, sob a acusação de colusão com potências estrangeiras. A decisão, tomada pelo tribunal de segurança nacional, marca a segunda vez que o ativista é punido sob a lei de segurança de 2020, que tem sido usada para silenciar dissidentes.

A sentença segue a primeira condenação de Wong, que já cumpriu quase seis anos de detenção desde 2019. O ativista, conhecido internacionalmente por liderar protestos contra a influência chinesa na cidade, foi acusado de ter colaborado com organizações estrangeiras para planejar e executar ações que o governo considera ameaças à estabilidade. A lei de segurança, que entrou em vigor em 2020, permite que o tribunal imponha penas severas sem a necessidade de um processo penal tradicional.

O governo de Pequim tem intensificado a aplicação da lei, alegando que a colusão com forças externas representa uma ameaça à soberania nacional. Em resposta, a comunidade internacional, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, criticou a sentença como parte de uma campanha de repressão contra a liberdade de expressão em Hong Kong. A ONU também pediu a revisão das condições de detenção de Wong e outros ativistas.

Para Wong, a nova condenação significa que ele só poderá ser libertado em 2036, quando terá completado 20 anos de prisão. A sua família e os seus apoiadores continuam a exigir a sua libertação imediata e a revisão das acusações. A situação de Wong reflete a crescente tensão entre Hong Kong e a China continental, onde a autonomia da cidade está a ser cada vez mais limitada.

Enquanto isso, o movimento pró‑democracia continua a lutar por direitos civis e pela preservação da autonomia de Hong Kong. A comunidade internacional permanece vigilante, monitorizando as violações dos direitos humanos e pressionando por reformas que garantam a liberdade de expressão e o Estado de direito na cidade.