O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização da sociedade civil que coloca a integridade, a transparência e a boa governação como pilares fundamentais, anuncia o lançamento da sexta edição do Índice de Transparência do Sector Extractivo (ITSE‑2026). Este ranking, que já se consolidou como referência no panorama moçambicano, tem como objetivo principal avaliar e divulgar a transparência das empresas que atuam nos sectores extractivos, como mineração, petróleo e gás, e recursos naturais.
A nova edição do ITSE‑2026 será publicada no próximo mês, em um evento que contará com a presença de autoridades governamentais, representantes do sector privado e da sociedade civil. O CIP pretende, através deste ranking, incentivar a adoção de práticas de governança corporativa mais robustas, promovendo a responsabilidade social e ambiental das empresas. A divulgação dos resultados deverá também servir de base para o diálogo entre os diferentes atores do sector, contribuindo para a criação de políticas públicas mais eficazes.
O ranking avalia critérios como a divulgação de contratos, a participação em processos de licitação, a gestão de recursos e a transparência nas relações com as comunidades locais. A metodologia, que combina dados públicos e entrevistas com stakeholders, garante uma análise abrangente e imparcial. A sexta edição já inclui mais de 200 empresas moçambicanas, refletindo o crescimento do sector extractivo no país.
Além disso, o CIP planeia lançar um relatório detalhado que explicará as tendências observadas, os desafios enfrentados e as melhores práticas identificadas. Este documento será disponibilizado gratuitamente no site do CIP, permitindo que investidores, académicos e cidadãos acessem informações relevantes sobre a transparência das empresas. A iniciativa também pretende inspirar outras organizações da região a desenvolverem índices semelhantes, promovendo a cultura da transparência em toda a África.
Em síntese, a sexta edição do ITSE‑2026 representa um passo importante na consolidação de Moçambique como um país que valoriza a boa governação e a responsabilidade corporativa. Ao revelar as práticas de transparência das empresas extractivas, o CIP contribui para a construção de um ambiente de negócios mais ético e sustentável, beneficiando não só os investidores, mas também as comunidades locais e o desenvolvimento nacional.
