O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta terça-feira que um míssil balístico russo atingiu uma usina de energia em Kiev sem qualquer aviso prévio dos aliados ocidentais. O ataque deixou pelo menos dois mortos e cerca de vinte feridos, e provocou uma onda de indignação em todo o país.
O incidente aconteceu apenas dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado um cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev. A proposta, que pretendia reduzir os ataques a infraestruturas críticas, foi recebida com ceticismo, já que a usina de Kiev foi atingida pouco tempo depois.
Zelensky descreveu o ataque como “um ato de agressão brutal” e pediu que os aliados ocidentais reforcem a vigilância e a proteção das infraestruturas energéticas ucranianas. Ele também destacou que a Rússia continua a lançar mísseis e bombardeios em áreas civis, apesar das tentativas de negociação.
Especialistas em segurança internacional alertam que a falta de aviso prévio pode indicar falhas nos sistemas de alerta e na coordenação entre os países aliados. A situação também levanta questões sobre a eficácia de acordos de cessar-fogo em zonas de conflito.
O governo ucraniano anunciou que a usina será reparada o mais rapidamente possível, mas os danos causados ao sistema de energia podem levar semanas para serem totalmente corrigidos. Enquanto isso, a população de Kiev enfrenta cortes de energia e incertezas sobre o fornecimento de eletricidade nas próximas semanas.
