Na manhã de sexta-feira, a capital albanesa, Tirana, foi palco de um confronto intenso entre protestantes anti-governo e a polícia. Os estudantes, liderados por grupos de estudantes universitários e ativistas sociais, marcharam pelas avenidas centrais exigindo a renúncia do Primeiro‑Ministro Edi Rama, acusando-o de corrupção e de não responder às demandas dos cidadãos.

A polícia, equipada com armamento pesado e patrulhas de veículos blindados, tentou conter a multidão. Em vários pontos, houve confrontos físicos, com a polícia a usar bastões de choque e balas de goma, enquanto os manifestantes lançavam pedras e objetos contra as forças de segurança. Segundo testemunhas, a polícia teria usado força desproporcional, resultando em dezenas de detenções e vários feridos.

O Ministério da Justiça da Albânia declarou que a polícia agiu dentro dos limites legais, afirmando que os protestos tornaram-se violentos e que a intervenção era necessária para manter a ordem pública. No entanto, organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, criticaram a resposta policial, alegando que a força empregada foi excessiva e que os direitos de expressão e reunião foram violados.

O movimento anti-governo, que tem crescido nas últimas semanas, tem sido alimentado por uma série de protestos em todo o país, incluindo em cidades como Durrës e Vlorë. Os manifestantes exigem não apenas a renúncia de Rama, mas também reformas políticas, combate à corrupção e maior transparência nas contas públicas. A pressão internacional, incluindo a União Europeia, tem sido ambígua, com alguns membros do Parlamento europeu a chamar por uma investigação independente sobre as alegações de abuso de poder.

Enquanto a situação em Tirana permanece tensa, o governo albanês prometeu uma investigação sobre os incidentes de sexta-feira. No entanto, a comunidade internacional continua a monitorizar de perto a situação, com a preocupação de que a violência possa escalar e levar a uma crise política mais ampla no país.