O presidente da Universidade de Cornell, Michael Kotlikoff, declarou nesta terça-feira que a instituição deve fazer mais para proteger os estudantes, após a divulgação de alegações de estupro em massa em uma casa de fraternidade no campus. A vítima, que preferiu manter o anonimato, afirmou ter sido drogada e violada por vários membros da fraternidade, num episódio que a descreve como “profundamente perturbador”.
Kotlikoff reconheceu que a universidade tem falhado em garantir um ambiente seguro e pediu uma investigação independente para esclarecer os fatos e determinar se as políticas atuais são adequadas. Ele afirmou que a universidade “deve fazer melhor” e que a confiança dos estudantes na instituição está em risco.
O caso faz parte de um crescente número de denúncias de violência sexual em fraternidades americanas, que têm sido alvo de críticas por sua cultura de “barriga de carne” e falta de supervisão. Em resposta, várias universidades estão revisando suas políticas de fraternidades e implementando programas de prevenção ao abuso sexual.
A vítima, que não revelou seu nome, descreveu o episódio como um momento de terror, em que foi forçada a permanecer em um quarto enquanto os agressores a drogavam e a violavam em massa. Ela pediu apoio psicológico e legal, e a universidade já ofereceu recursos de aconselhamento e assistência jurídica.
Kotlikoff concluiu que a universidade deve “reconstruir a confiança” e garantir que todos os estudantes se sintam seguros. Ele prometeu que a universidade tomará medidas concretas para prevenir futuros incidentes, incluindo a revisão das regras de fraternidade, a implementação de treinamentos obrigatórios sobre consentimento e a criação de um canal de denúncia anónimo.
O caso tem gerado debate sobre a necessidade de reformar as fraternidades e garantir que as universidades adotem políticas mais rigorosas de prevenção ao abuso sexual. A comunidade acadêmica e os grupos de direitos das mulheres têm pressionado por mudanças estruturais que garantam a proteção e o apoio às vítimas.
Enquanto a investigação continua, a universidade permanece comprometida em criar um ambiente seguro e inclusivo para todos os estudantes, independentemente de gênero ou orientação sexual.
