O presidente Daniel Chapo, em uma declaração emitida em Maputo, expressou profunda gratidão pelo trabalho incansável dos comitês de gestão de riscos de desastre que operam em todo o país. Estes grupos, compostos por voluntários locais, têm desempenhado um papel crucial na mitigação de desastres naturais, como inundações, secas e ciclones, que afetam regularmente as comunidades moçambicanas.
A iniciativa, lançada há três anos, visa fortalecer a resiliência das populações vulneráveis, fornecendo treinamento em primeiros socorros, elaboração de planos de evacuação e monitorização de condições climáticas. Os comitês têm colaborado estreitamente com as autoridades municipais e com agências internacionais, garantindo que as medidas de prevenção sejam adaptadas às realidades locais.
Em sua fala, Chapo destacou que o sucesso desses comitês demonstra a eficácia de uma abordagem descentralizada. “Quando a comunidade está envolvida diretamente na gestão do risco, os resultados são mais rápidos e mais eficazes”, afirmou. Ele também reconheceu o papel das mulheres e dos jovens, que têm sido protagonistas em campanhas de sensibilização e na implementação de projetos de reflorestamento.
O presidente salientou que o investimento em prevenção de desastres não só salva vidas, mas também reduz custos econômicos a longo prazo. Segundo dados recentes, o custo médio de um desastre em Moçambique pode chegar a 2,5% do PIB. Ao fortalecer os comitês, o governo pretende reduzir esse impacto, promovendo a recuperação mais rápida das infraestruturas e a continuidade das atividades económicas.
Para concluir, Chapo convidou a comunidade internacional a apoiar a expansão deste modelo, enfatizando que a cooperação global é essencial para enfrentar os desafios climáticos que ameaçam o país. Ele assegurou que o governo continuará a investir em tecnologias de monitorização e em programas de capacitação, consolidando Moçambique como referência em gestão de riscos de desastre na África.