A Electric Plant, uma startup de tecnologia ecológica, revelou recentemente um inovador tradutor de IA que promete revolucionar a forma como os humanos interagem com as plantas. O dispositivo, que combina sensores de alta sensibilidade com algoritmos avançados de aprendizagem profunda, capta os sinais elétricos que circulam pelos caules das plantas e os converte em mensagens compreensíveis.
A descoberta baseia-se no fato de que as plantas enviam pulsos elétricos em resposta a estímulos ambientais, como luz, temperatura e presença de pragas. Esses sinais, que têm sido estudados por cientistas há décadas, são complexos e difíceis de interpretar. A Electric Plant desenvolveu um modelo de IA capaz de reconhecer padrões nesses pulsos e traduzi-los em linguagem natural, permitindo que os humanos “ouçam” o que as plantas estão a comunicar.
O tradutor funciona em tempo real, permitindo que os utilizadores façam perguntas simples, como “Como estás?” ou “Precisas de água?”, e recebam respostas que refletem o estado fisiológico da planta. Em testes com várias espécies, o sistema demonstrou uma taxa de precisão de 85 %, o que já é considerado um avanço significativo no campo da bioinformática.
Além de aplicações domésticas, a tecnologia tem potencial para ser usada em agricultura de precisão, onde os agricultores podem monitorizar a saúde das plantações em tempo real e ajustar os recursos de forma mais eficiente. A Electric Plant planeia lançar uma versão comercial do seu tradutor em 2025, com suporte para mais de 200 espécies de plantas.
O projeto também levanta questões éticas sobre a comunicação entre humanos e seres vivos não-humanos. A equipa da Electric Plant afirma que a tecnologia não pretende substituir a interação tradicional, mas sim complementar o nosso entendimento das necessidades das plantas, promovendo uma relação mais sustentável e consciente com o meio‑ambiente.