Seis pacientes foram transferidos, no domingo, do Hospital Provincial de Xai-Xai para o Hospital de Clínicas de Maputo (HCM), depois de denunciarem esquemas de corrupção que facilitaram o seu atendimento. O incidente culminou na detenção de três funcionários, entre um médico, um enfermeiro e um auxiliar de enfermagem, de um total de cinco, por alegadas cobranças ilícitas.
Segundo as autoridades, os valores alegadamente cobrados variam entre 30 e 50 mil meticais, o que corresponde a cerca de 600 a 1.000 euros. Os pacientes alegaram que os funcionários os forçaram a pagar esses valores para garantir consultas, exames e medicamentos que, de outra forma, teriam sido negados ou atrasados.
O Ministério da Saúde já anunciou que irá investigar o caso e que tomará medidas para garantir que não haja mais práticas de corrupção no hospital. O diretor do Hospital Provincial de Xai-Xai pediu desculpas aos pacientes e afirmou que a instituição irá reforçar os protocolos de transparência e de denúncia.
O HCM, que recebeu os pacientes, informou que os mesmos estão a receber cuidados médicos adequados e que a transferência não afetou a qualidade do tratamento. O hospital também destacou que está a colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.
Este episódio levanta questões sobre a integridade dos serviços de saúde em Moçambique e a necessidade de reforçar a fiscalização e a responsabilização de profissionais que abusam de sua posição para obter ganhos pessoais. O caso também destaca a importância de canais de denúncia eficazes e de uma cultura de ética no sector da saúde.