O Orçamento do Estado, apresentado pelo chanceler, traz uma série de medidas que visam apoiar os jovens com menos de 25 anos, desde a habitação até ao salário mínimo.

A proposta inclui uma redução do imposto sobre a habitação para jovens, bem como um aumento do salário mínimo que deverá beneficiar diretamente os trabalhadores mais jovens. Além disso, o governo pretende criar incentivos para a formação profissional e o empreendedorismo, com subsídios e apoio a startups lideradas por jovens.

Apesar destas iniciativas, a proposta deixa de fora questões cruciais como a acessibilidade a crédito para a compra de imóveis, a necessidade de garantir salários justos em setores informais e a falta de apoio a jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade social. O orçamento também não aborda a questão da precariedade laboral que muitos jovens enfrentam, nem a necessidade de reforçar a proteção social.

Em termos de habitação, a redução do imposto sobre a habitação para jovens pode ser um passo positivo, mas a falta de medidas concretas para garantir a disponibilidade de moradias a preços acessíveis pode limitar o seu impacto. A proposta de aumento do salário mínimo é bem-vinda, mas a sua eficácia dependerá de como será implementada e de se o aumento será suficiente para cobrir os custos de vida em Portugal.

Em suma, o Orçamento oferece algumas medidas que podem beneficiar os jovens, mas deixa lacunas que precisam de ser preenchidas para garantir um futuro sustentável e justo para a juventude portuguesa.