Rosa, estudante de Engenharia na Universidade de Maputo, escapou a duas tentativas de violação na sua casa, mas o que a deixou mais preocupada foi a falta de um computador para terminar os trabalhos académicos.
José, por outro lado, quase perdeu os braços num assalto enquanto tentava comprar um portátil usado. A sua história ilustra o risco que os estudantes enfrentam para garantir recursos básicos.
Judite passou tantas horas sem comer, à espera de utilizar computadores emprestados, que acabou por desenvolver problemas gastrointestinais, segundo o seu relato. A sua situação destaca a pressão que a falta de equipamento impõe à saúde física e mental dos estudantes.
Para enfrentar este problema, o “programa informático” de Chapo, uma iniciativa de microfinanciamento e doação de equipamentos, tem vindo a distribuir computadores a estudantes de baixa renda. O programa oferece não só dispositivos, mas também formação em competências digitais, permitindo que os estudantes acessem recursos online e participem em aulas virtuais.
Apesar dos benefícios, o programa ainda enfrenta desafios de logística e manutenção. No entanto, a sua abordagem inovadora tem o potencial de transformar o panorama educacional em Moçambique, garantindo que mais estudantes possam estudar sem a barreira de um computador.
A reportagem conclui que, embora o “programa informático” de Chapo não seja a solução definitiva, representa um passo importante em direção a uma educação mais inclusiva e digital em Moçambique.