O Fundo Monetário Internacional (FIM) fez um apelo à comunidade internacional para que se intensifique o apoio às nações mais pobres, que se veem à mercê de inflação elevada e dos efeitos de conflitos armados que se espalham pelo mundo.
Na sua última reunião, o diretor‑geral do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que os países de baixa renda destinam até 14 % da sua receita a pagamentos de dívida, um número que, segundo ela, impede que esses países invistam em infraestruturas, saúde e educação. A alta inflação, por sua vez, erode o poder de compra dos cidadãos e aumenta a pressão social.
Georgieva pediu que os países desenvolvidos aumentem os seus auxílios financeiros e que o FMI reavalie as condições de empréstimos, de modo a reduzir o fardo da dívida. Ela argumentou que, sem um apoio mais robusto, os países em desenvolvimento correm o risco de entrar num ciclo de pobreza e instabilidade.
O apelo do FMI ocorre num contexto de tensões globais, com a guerra na Ucrânia a ter efeitos colaterais que aumentam os preços de energia e de alimentos. Estes aumentos de preços têm um impacto desproporcional nas economias mais frágeis, que já lutam para manter a estabilidade macroeconómica.
Para enfrentar esses desafios, o FMI propôs um conjunto de medidas, incluindo a flexibilização das regras de disciplina fiscal, a concessão de linhas de crédito a juros mais baixos e a criação de um fundo de contingência para países vulneráveis. A comunidade internacional, no entanto, deve agir rapidamente, pois a demora pode agravar ainda mais as crises já existentes.
Em suma, o FMI sublinha que a solidariedade internacional e o apoio financeiro são cruciais para garantir que as nações mais pobres não sejam deixadas para trás num mundo cada vez mais volátil.