O Ministério da Saúde de Guiné-Bissau divulgou nesta terça-feira uma declaração oficial em que negou ter aprovado o controvérsio ensaio clínico de hepatite B em recém-nascidos, que teria sido financiado pelo governo dos Estados Unidos e por parceiros privados.

O estudo, liderado por investigadores dinamarqueses e apoiado pelo ex-secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., não pretende avaliar a segurança ou a eficácia da vacina, mas sim acompanhar desfechos de saúde “não específicos”, como mortalidade global ou condições neurodesenvolvimentais. A proposta tem sido alvo de críticas por parte de especialistas em saúde pública, que argumentam que a falta de foco na eficácia da vacina pode comprometer a confiança da população.

Segundo o ministro da Saúde, a Guiné-Bissau não autorizou nem aprovou o projeto e não tem intenção de participar de nenhum ensaio que não cumpra os padrões internacionais de ética e segurança. O governo afirmou que a decisão foi tomada após uma revisão detalhada dos documentos do projeto e de consultas com a comunidade médica local.

A controvérsia surge em meio a um debate mais amplo sobre a vacinação em recém-nascidos em países em desenvolvimento. Enquanto alguns argumentam que a vacinação precoce pode reduzir a mortalidade infantil, outros destacam a necessidade de garantir que os ensaios clínicos sejam conduzidos de forma transparente e com consentimento informado adequado.

O Ministério da Saúde conclui que a Guiné-Bissau continuará a apoiar iniciativas de saúde que sejam rigorosamente avaliadas e que respeitem os direitos dos cidadãos. A declaração foi acompanhada de um convite aos parceiros internacionais para discutir alternativas que garantam a segurança e a eficácia das vacinas em uso.

O caso destaca a importância de protocolos claros e de comunicação eficaz entre governos, organizações internacionais e comunidades locais. A Guiné-Bissau permanece vigilante em relação a projetos que possam colocar em risco a saúde pública e a confiança da população nos sistemas de saúde.

Para mais informações, consulte o site oficial do Ministério da Saúde ou entre em contato com a assessoria de imprensa do governo.