O ex‑presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi levado ao gabinete do procurador-geral para interrogatório, numa ação que segue a sua remoção do cargo em 2024, após o colapso do banco estatal Itaú Paraguay.
O colapso do banco, que foi responsável por uma série de perdas financeiras para o Estado, levou a uma investigação detalhada sobre a gestão de recursos e a possíveis irregularidades na supervisão bancária. A decisão de remover Peña foi tomada pelo parlamento, que alegou falta de confiança na sua capacidade de gerir a crise.
Durante o interrogatório, os investigadores examinaram documentos financeiros, contratos e comunicações internas do banco. A investigação procura determinar se houve fraude, má gestão ou omissão de informações críticas que contribuíram para o colapso. A situação tem gerado preocupação entre os investidores e a comunidade internacional.
O caso também tem implicações políticas, já que a remoção de Peña pode alterar o equilíbrio de poder no parlamento e afetar a estabilidade política do país. A oposição tem exigido transparência total, enquanto os apoiadores de Peña argumentam que a crise foi causada por fatores externos e não por má conduta pessoal.
A comunidade internacional, incluindo a Organização Internacional do Trabalho e o Banco Mundial, está a monitorizar de perto a situação, pois o colapso bancário pode ter efeitos em cadeia na economia regional. O governo paraguaio tem prometido medidas de recuperação e reformas no setor bancário para restaurar a confiança dos cidadãos e dos mercados.
