O conselheiro do Primeiro-Ministro da Etiópia, em entrevista exclusiva à Al Jazeera, revelou que as forças tigréias, juntamente com outros atores regionais, estão a dificultar a estabilidade no país e na região circundante. Ele argumentou que a persistência de conflitos armados e a falta de diálogo têm criado um ambiente de incerteza que ameaça a paz e a segurança.

Segundo o conselheiro, a presença militar tigréia no norte da Etiópia tem sido um fator chave na escalada de tensões. Ele destacou que a região de Tigré tem sido palco de confrontos frequentes, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de agressões e violações de direitos humanos. Esta situação tem levado a uma polarização crescente entre as comunidades locais e a comunidade internacional.

Além disso, o conselheiro apontou que outros atores regionais, incluindo grupos rebeldes e governos vizinhos, têm desempenhado um papel importante na perpetuação do conflito. Ele citou exemplos de apoio logístico e financeiro a grupos armados, bem como a interferência em processos políticos internos. Estas ações têm contribuído para a instabilidade e dificultado os esforços de reconstrução e desenvolvimento.

O conselheiro também enfatizou a necessidade de uma abordagem diplomática e de diálogo para resolver as questões em aberto. Ele pediu que a comunidade internacional, incluindo a ONU e a União Africana, intensifique os esforços para mediar uma solução pacífica. O objetivo é criar um ambiente de confiança e cooperação que permita a reconstrução das instituições e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Em conclusão, o conselheiro do Primeiro-Ministro da Etiópia destacou que a estabilidade regional depende de um compromisso conjunto com a paz e a resolução de conflitos. Ele apelou a todas as partes envolvidas a abandonarem a violência e a abraçarem o diálogo como caminho para um futuro mais seguro e próspero.