Um ataque de drone da Força Armada de Mali matou pelo menos treze civis, segundo ativistas e um grupo separatista, numa zona de conflito que tem visto intensificação de hostilidades nos últimos meses. O incidente ocorreu na madrugada de 12 de outubro, perto da fronteira com a Mauritânia, numa região onde o exército tem conduzido operações contra grupos armados que se autodenominam separatistas.

Os ativistas de direitos humanos locais, junto com representantes de um grupo separatista que reivindica autonomia para a região de Mopti, afirmaram que o ataque atingiu uma aldeia onde moradores estavam reunidos para celebrar um festival tradicional. Entre os mortos estavam crianças e mulheres, e vários outros ficaram feridos. As testemunhas descrevem o cenário como “um horror indescritível”, com corpos espalhados e famílias desesperadas.

Em resposta, o Ministério da Defesa de Mali publicou um comunicado em que a Força Armada alegava ter visado combatentes de grupos armados que operavam na zona. O exército afirmou que o drone foi lançado com base em inteligência que indicava a presença de militantes. No entanto, o relatório de um observador internacional, que acompanhou o ataque, concluiu que não havia evidências de presença de combatentes na área no momento do bombardeio.

A comunidade internacional, incluindo a ONU e a União Africana, já pediu esclarecimentos sobre o incidente e a necessidade de proteger civis em zonas de conflito. A ONU tem alertado que ataques indiscriminados contra civis violam o direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra.

O caso destaca a crescente tensão na região de Mopti, onde o exército tem intensificado operações militares contra grupos armados que reivindicam autonomia. A situação permanece delicada, com a necessidade de equilibrar a segurança nacional e a proteção dos direitos humanos. Enquanto as investigações continuam, a comunidade internacional observa de perto os próximos passos do governo maliano e a resposta das partes envolvidas.